Sabes que mais?
I'm not gonna write you a love song...
"Juro!"
sábado, julho 12, 2008
quarta-feira, maio 21, 2008
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Foram três palavras apenas. Simples. Casuais. Leves. Foram só uma, e outra e mais outra ainda. E isso bastou. Céus, há dias que não acordava como hoje. Há muito tempo que não saía à rua exibindo o sorriso mais parvo do mundo. Fizeste-me falta. Muita.
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-“Gostas não gostas?”
-“Gosto.”
quarta-feira, março 05, 2008
sábado, fevereiro 16, 2008
Ama-me
Quando preciso de ti, fecho os olhos e estou contigo! É assim que a minha mão te alcança. É assim que o meu corpo te recebe o abraço e corre para o beijo que prometeste. Fica! Fica aqui, comigo, no lado esquerdo da cama. Aqui, retido no meu peito como pediste e eu neguei. Passa através de mim, atravessa o que sou, salta-me as quantas barreiras e toma-me para ti. Como tua. Sei que ias gostar, e eu também. No entanto, fujo e vou fugir. E nisto, tanto me ensurdecem os gritos que carrego no peito como o silêncio de estares tão longe. Volta...
Lembras-te quando, há um punhado de dias, me disseste: “quanto mais foges, mais corro e menos me canso”? Pois bem, quem me dera que o dissesses outra vez. O rasgo que me fizeste no coração ultrapassa já o palmo e meio; e a dor, essa, já espreita com um sublime ar de malandrice. Tenho corrido tanto e estou tão cansada. Ignorei-te para não sofrer, e agora sofro por te ignorar.
Compõe-me. Canta-me e trova-me. Toca-me e vibra-me. Faz o que sabes fazer. E no fim, ama-me.
Sou ridícula.
Mas tu nem sequer vais saber…
domingo, janeiro 13, 2008
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Que me (não) leves
Chegou o dia. Hoje, sim, já te posso agradecer por, novamente, ser. Não te o digo, mas sussurro! Quero-te tão bem…Mas não te quero. Aliás, hoje repito mais mil e uma vezes o que a minha alma pede e o que a minha cabeça ordena: “quero estar sozinha”. Quero-me e, estupidamente, escolho-me a mim. Prefiro assim. Juro que prefiro! No entretanto, peço-te, não saias de mim. Não me deixes percorrer sozinha o trilho, não me abandones, não me largues, não me libertes da tua música e sem a tua musicalidade. Não me prives da tua voz por perto, nem da tua esmagadora presença. Faz-me como sou, mas não me faças diferente. Faz-me ver-me, não me o mostres. Não me faças não te sentir na pele. Não me faças querer não te querer. Melhor, não me queiras. Não me faças ter-te. Porque não te tendo, não te temo. Também não temo a solidão, mas temo-te a perda. Não temo o frio, mas a falta do teu calor. Não temo uma cidade vazia, temo uma cidade grande demais só para mim. Não me deixes voltar para trás, nem me deixes ir em frente. Não me barres a passagem, mas também não me encorajes a ida. Alimenta-me o sonho, mata-me a sede de sentir vida por dentro, mas não me enchas de esperança. No entanto, fica por aqui! Por favor. E volta, volta atrás de mim, como tantas vezes. Volta a pegar-me pela cinta com a firme delicadeza daquela noite quente de outono. Enrola os teus braços em mim, para que, sem tempo de nada e de tudo, te possa fugir, deslizando. Volta a silenciar-me de medo, para que o meu coração não se cale. Volta a trazer-me e a levar-me pela mão. Volta sempre! Fazes-me bem, não o sabes, mas digo-to agora. Ainda assim, juro-te, continuo isenta de outra qualquer escolha. Sim, quero estar só, mas não quero ser só….Leva-me pela mão, mas
deixa-me ficar.
deixa-me ficar.
segunda-feira, outubro 01, 2007
Última hora!
As fibras do velho coração foram restauradas até à exaustão. A fina-flôr do sonho regressou, inaudita. O tum-tum fortalecido é, agora, mais audível que nunca!"Nasci fui criança e sonhei
Que a sombra de amor
Foi que nasci e me criei
Sonhei, sonho irreal
Em que era o rei
Que fez do bem seu ideal
Cresci fiz castelos no ar"
Nasci, sonhei, cresci, amei (a ti, obrigada)
domingo, setembro 16, 2007
Para sempre
Lembrei-me de ti. Maldita a hora. Maldita a vista. Maldito o falar silenciado e o calar ensurdecedor.
Queres saber? Sim, ainda se me rompem as fibras do coração por te pensar. E sim, ainda nos meus olhos brota a água da fonte que é veneno. O cheiro intenso da tua pele some-se irreversivelmente na minha. Já mal o sinto! Já ninguém o sente! Os lençóis, esses, choram no meu dorso despido o frio de que agora padecem. O tempo gelou-me o corpo e tornou intocavéis os meus outros 21 gramas. Sim foi esse amor sem amor que me matou. É esse amor que hoje enterro comigo em bonitas saudades.
Sempre para sempre!
Guardo-te o sorriso único.
Guardo-te as lágrimas que sei, ninguém mais provará.
terça-feira, julho 10, 2007
Dói!
Quero beijar-te só mais uma vez, tocar-te o colo e sentir-te a respiração. Mas a distância que nos separa é maior que o meu amor. Não, não vou lutar mais por ti. A minha batalha com o soldadinho de chumbo foi ganha num velho tabuleiro de xadrez. Mas a ambição e a vingança que te levou a olhar-me ao longe levou-te à morte.
Hoje arrasto-me pelas ruas da cidade, mirando as luzes e escutando o sussurro do vento que sopra na minha face, melancólico e moribundo. Aos poucos a volúpia vai-me destruindo e o ócio dá-me mais ânimo para prosseguir a caminhada. Sei que é longa e solitária - porque tu já te foste embora - mas nem por isso desisto. Porque sei que lá do alto, entre Deus e o Diabo, tu me olhas tranquilo, cheio de remorsos por me teres atirado aos leões.
Consigo perdoar os teus erros porque sei que te arrependes. Mas é impossível perdoar a tua loucura. Porque também não perdoas a minha.
(Ainda) dói!
terça-feira, março 27, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
Dois braços à minha espera

Acordei durante a noite. Tive um sonho horrível. Ainda estremecia o corpo assustado, quando me abraçaste, quebrando o medo, pulando fronteiras, correndo-me o corpo. A romper o silêncio, apenas um respirar aflito, e um coração acelerado com pressa de te encontrar.
Sempre soubeste mais de mim, que eu própria. Tens a arte de fazer sentimentos, a habilidade de gerar sensações. E a sabedoria que inveja qualquer adivinho de jornal.
Naquele leito despido, pousaste-me enfim a voz no peito. Cortante. Suave. Meigo. E num tom ainda quente, sussurraste calmo e baixinho: «estás bem?». Por um instante, a resposta fugiu-me à vontade, e limitei-me a tocar-te o rosto com o olhar.
Não, não te o vou dizer. Estou habituada a resolver tudo sozinha. Mas na verdade, digo agora que não me podes ouvir, enquanto me abraçares assim... Sim, está tudo bem.
Devia ter-te dito. Devia tanto ter-to dito!
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Timeless
segunda-feira, novembro 20, 2006
Algo teu
"É só o nada a bater-nos à porta
E a mim importa-me que
estejas a meu lado
Enquanto o medo vai dançando à nossa
volta
É só uma imagem que sonhámos doce imagem
Nada que um dia após o outro reproduza
Mas meu amor
estaremos sempre de passagem
Esquece o que eles dizem sobre
um grande amor
Quem podia mais querer-te como eu
Nada que acredite conseguir mostrar pois é algo teu"
Pluto - "Algo teu"
E a mim importa-me que
estejas a meu lado
Enquanto o medo vai dançando à nossa
volta
É só uma imagem que sonhámos doce imagem
Nada que um dia após o outro reproduza
Mas meu amor
estaremos sempre de passagem
Esquece o que eles dizem sobre
um grande amor
Quem podia mais querer-te como eu
Nada que acredite conseguir mostrar pois é algo teu"
Pluto - "Algo teu"
domingo, novembro 19, 2006
Arrepio
Arrepias-me. Arrepia-me o toque da tua mão quando toca na minha. Arrepia-me a tua presença, a forma como olhas nos meus olhos quando me falas. Arrepias-me sempre que me abraças, que me beijas a testa, os olhos, a pele...Sinto-me testemunha da tua alma, mesmo que não a creias existente. Conheço-te os recantos hoje mais do que ontem e isso também me arrepia. Provoca-me calafrios de medo o facto de saber que não te terei por perto mais uns milhares de segundos, de não te poder sentir a presença, de não te saber aqui comigo. Arrepia-me o teu sorriso, a simplicidade das tuas 'covinhas'. Mas acima de tudo, arrepia-me que me arrepies. Será que te soa estranho? sábado, outubro 21, 2006
De ti!
Continuo escondida por entre o par de lençóis amarfalhados em comunhão com o corpo. Dou por mim [re]caída sobre a cama, cansadamente desperta. É sempre em noites assim que reactivo o pensamento, que me decoro de razão e que abaulo o coração. Uma e outra vez. A madrugada carrega ao peito a clarividência. De repente faz sentido... E bem ali, penso, penso mais e repenso. Não, não és como alguém disse antes, o meu maior desafio. És muito mais do que isso. És, sem a mais infima dúvida, o renascer, o despertar de um ser que julgava inexistente.
E cresce todo um desejo que teima em ficar. De te ver. De te ouvir. De te tocar. De ti...
E cresce todo um desejo que teima em ficar. De te ver. De te ouvir. De te tocar. De ti...
domingo, outubro 15, 2006
Dói"s"-me
Dói-me. Dói-me muito. E não sei onde. Dói-me quando olho para ti, quando te vejo já ao longe, de cigarro encarcerado entre os teus dedos tão monstruosamente pequeninos. Dói-me saber que só te volto a ver quando já for tarde, e quando a dor se cansar de tanto me cansar. Tenho as mãos suadas e o coração a transpirar de tanto dar voltas e revira-voltas. Dava tudo para saber estancar o palmo e meio de rasgo que me fazes na carne, não para o fazer, mas só para saber como actuar em caso de extrema urgência, que de urgência já eu vivo. Dói-me muito, mas não sei onde. Se agora mesmo entrasse nas portas cansadas de um qualquer hospital, ficaria dia e meio para explicar onde e o que me dói. E ainda assim, dia e meio depois, estaria exactamente no mesmo ponto da conversa. Estaria de frente para uma bata branca, curvado de dores, de soro a violar-me o braço e o sangue, e de coração semi-risonho, como uma criança que faz das suas e olha para o lado para que ninguém a veja. "Juro que me dói senhor doutor, juro-lhe." De que vale explicar uma dor a quem nunca a sentiu? A dor que me causas passa os limites de cinco países juntos.Apetece-me beber-te a conta-gotas.Dói-me. Dói-me muito. E quando me
disseres onde, vai doer-me muito mais.
Bruno Nogueira
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